A pré-eclâmpsia e arginina estão
entre as principais causas de morbidade maternal e
neonatal. O papel da nutrição no desenvolvimento
de pré-eclâmpsia tem sido um tema de muita
discussão e alguns
dados em animais e humanos indicam que
L-arginina poderia ter um efeito benéfico.
A revista British
Medical Journal publicou recentemente um estudo onde mostrou que a
suplementação de L-arginina e vitaminas antioxidantes em
mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia reduziu a ocorrência da
doença. As gestantes foram divididas em 3 grupos recebendo 2 barras
alimentares por dia, sendo: grupo placebo, grupo vitamina antioxidante
(250 mg vitamina C/barra, 200 UI vitamina E/barra) e L-arginina (3,3
g/barra) e grupo somente vitamina antioxidantes (250 mg vitamina C/barra,
200 UI vitamina E/barra).
A incidência
de pré-eclâmpsia foi reduzida nas mulheres que receberam L-arginina
mais vitaminas antioxidantes em comparação com o placebo.
As vitaminas antioxidantes isoladamente demonstrou benefício, mas
este efeito não foi estatisticamente significativo.
Os autores sugerem
que são necessários mais estudos para determinar se esses resultados podem
ser replicados, pois se trata de uma intervenção simples e de baixo custo, e
ainda identificar se eles são devidos a L-arginina isoladamente ou a combinação
de L-arginina com vitaminas antioxidantes.
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