sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Estimativa de gasto energético em obesos graves: uma nova equação

A pesquisa faz parte do mestrado da nutricionista Lilian Mika Horie da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com orientação do professor doutor Dan Linetzky Waitzberg. O objetivo foi desenvolver uma nova equação para estimar o gasto energético de repouso em indivíduos com obesidade grave. O estudo foi composto por 120 pacientes gravemente obesos, que foram submetidos à avaliação antropométrica (peso, altura e IMC), avaliação da composição corporal (por bioimpedância elétrica) e gasto energético de repouso (por calorimetria indireta). Inicialmente foram comparadas algumas equações preditivas (Harris-Benedict-1919, Ireton-Jones-2002, Owen-1986-1987 e Mifflin­­-1990) com a calorimetria indireta e em seguida, foi desenvolvida uma nova equação com base em dados da massa magra e peso corporal. Nova equação proposta por Horie-Waitzberg & Gonzalez:
GER = 560,43 + (5,39 × peso atual) + (14,14 × massa magra) 


    

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Água de Coco X Isotônicos

No dia 23/02, participei do programa Revista + da apresentadora Izabelle Stein, na TV+, falando dos benefícios da água de coco e isotônicos. Vou deixar aqui alguns tópicos discutidos no programa: 
A água de coco e o isotônico possuem composições químicas semelhantes. Além de carboidratos que dão energia, eles são ricos em sais minerais, principalmente sódio e potássio. Essas bebidas são consideradas isotônicas devido à quantidade desses minerais ser parecida com os fluidos do nosso corpo.
A água de coco é uma bebida leve, refrescante e pouco calórica, apresentando em média 45 calorias por 200 ml (1 copo americano). Essas calorias são provenientes dos carboidratos, mais especificamente, dos açúcares como frutose, glicose e sacarose. A doçura da água do coco depende da maturação do fruto, sendo mais doce a partir do sexto mês até o oitavo mês (nessa época, a concentração de frutose livre é maior – e com o passar do tempo esse teor diminui devido à síntese de sacarose a partir da glicose e frutose). A partir do oitavo mês ocorre redução no volume de água, no açúcar e minerais, enquanto os teores de gordura e proteína aumentam. 
A água de coco é utilizada para reidratação em casos de diarreias, vômitos e até mesmo pela desidratação provocada na prática esportiva, ajudando na melhora de rendimento, melhora de câimbras e fraqueza muscular. De acordo com estudos, ela apresenta também propriedades antioxidantes, atribuída à presença da vitamina C em sua composição (embora mais de um princípio ativo possa estar envolvido). A industrialização da água de coco vendida em caixinha é feita para reduzir os custos de transporte, e aumentar a vida de prateleira. Mesmo que durante o processo não ocorra perdas dos principais nutrientes, deve-se ter o cuidado com os conservantes, que podem ser nocivos ao organismo.
Já os isotônicos foram desenvolvidos para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo suor, com efeito de prevenir a desidratação e melhora da performance esportiva. De acordo com a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), são classificados como alimentos para praticantes de atividades físicas para facilitar a reidratação após ou durante a prática de exercícios intensos. Em sua formulação, os isotônicos possuem uma taxa pequena de carboidratos, que varia de 6 a 8% (principalmente maltodextrina ou frutose). Eles são indicados quando ocorre uma perda de mais de 2% do peso do individuo através da transpiração, ou então para atividades físicas com mais de uma hora de duração. 
A utilização dos isotônicos no dia a dia deve ser feita de maneira balanceada, pois uma garrafinha de isotônico (500 ml) contém 120 kcal e 30g de carboidratos, o que equivale a 1 pão francês ou 6 bolachas salgadas.  Portanto, deve-se estar atendo ao consumo excessivo dos isotônicos como da água de coco, pois por possuírem açucares, podem levar ao ganho de peso. Indivíduos com diabetes, hipertensão e deficiência renal devem consultar médicos e nutricionistas devido à quantidade de sódio e potássio, que em uma quantidade maior pode trazer danos à sua saúde.




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Novo índice antropométrico

Publicado na revista Obesity (2011), o artigo A Better Index of Body Adiposity traz um novo índice, o índice adiposidade corporal (BAI), que reflete a porcentagem de gordura corporal de homens e mulheres adultos. Este índice seria uma alternativa ao índice de massa corporal (IMC), muito utilizado na prática clínica. Enquanto o IMC envolve medidas antropométricas como altura e peso, o BAI usa circunferência do quadril e altura. Os pesquisadores relatam este índice como um modo prático, e de confiança para estimar a adiposidade.
No estudo, os pesquisadores confirmaram a exatidão do índice ao compará-lo com uma pesquisa que utilizaram a densiometria (DXA) para medir a obesidade, e observaram uma boa correlação.






sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Fracionamento das refeições: qual benefício?

Uma das regras da alimentação saudável é realizar entre cinco e seis refeições ao longo do dia, contendo pequeno volume de alimento. Mas afinal, qual o benefício que esse maior fracionamento de refeições proporciona?
Os estudos  que mostram os efeitos fisiológicos da frequência de refeições durante o dia ainda é um pouco limitado.
Sabemos que a quantidade e o tipo de calorias consumidas, juntamente com a frequência alimentar, é fortemente influenciada pela sociologia e fatores culturais. Algumas evidências recentes sugerem que a frequência com que se come também pode ser, influenciada geneticamente.
Recentemente a ISSN publicou uma revisão tratando deste assunto. Nos diversos estudos revisados afirmou que:
1. Aumentar a frequência das refeições não parece modificar favoravelmente a composição corporal em populações sedentárias (poucos estudos em atletas).
2. Se os níveis de proteína forem adequados, aumentando a frequência das refeições durante os períodos de dieta hipocalórica, a massa magra em atletas é mantida.
3. Maior frequência das refeições parece ter um efeito positivo sobre vários marcadores, particularmente LDL colesterol, colesterol total e insulina.
4. Maior frequência das refeições não parece melhorar significativamente a termogênese induzida pela dieta.
5. Aumentar a frequência das refeições parece ajudar a diminuir a fome e melhorar o controle do apetite.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Arginina e pré - eclampsia

A pré-eclâmpsia e arginina estão entre as principais causas de morbidade maternal e  neonatal. O papel da nutrição no desenvolvimento de pré-eclâmpsia tem sido um tema de muita discussão e alguns dados em animais e humanos indicam que L-arginina poderia ter um efeito benéfico.
A revista British Medical Journal publicou recentemente um estudo onde mostrou que a suplementação de L-arginina  e vitaminas antioxidantes em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia reduziu a ocorrência da doença. As gestantes foram divididas em 3 grupos recebendo 2 barras alimentares por dia, sendo: grupo placebo, grupo vitamina antioxidante (250 mg vitamina C/barra, 200 UI vitamina E/barra) e L-arginina (3,3 g/barra) e grupo somente vitamina antioxidantes (250 mg vitamina C/barra, 200 UI vitamina E/barra).
A incidência de  pré-eclâmpsia foi reduzida nas mulheres que receberam L-arginina mais vitaminas antioxidantes em comparação com o placebo. As  vitaminas antioxidantes isoladamente demonstrou benefício, mas este efeito não foi estatisticamente significativo.
Os autores sugerem que são necessários mais estudos para determinar se esses resultados podem ser replicados, pois se trata de uma intervenção simples e de baixo custo, e ainda identificar se eles são devidos a L-arginina isoladamente ou a combinação de L-arginina com vitaminas antioxidantes.








segunda-feira, 10 de outubro de 2016

As fórmulas infantis e suas informações nutricionais.

Hoje em dia, várias mães não conseguem amamentar seus filhos em decorrência do estilo de vida, por voltarem a trabalhar muito cedo. Esse fato vem preocupando muitos médicos e nutricionistas, já que a importância do aleitamento é indiscutível, pois o leite materno contém ácidos graxos que atuam no crescimento, funcionalidade e integridade do cérebro, além de outras vitaminas e sais minerais nas quantidades ideais para que as necessidades do bebê sejam supridas. Portanto, uma alimentação insuficiente quanto a esses nutrientes essenciais para este período de desenvolvimento pode compromete a saúde da criança.            
As fórmulas infantis para lactentes são produtos na forma líquida ou em pó, destinado à alimentação de lactentes, que só devem ser utilizadas sob prescrição, em substituição total ou parcial do leite materno, para satisfação das necessidades nutricionais da criança.
Mas será que estas fórmulas têm realmente as quantidades ideais de nutrientes para suprir as necessidades nutricionais do bebê, como prometem os fabricantes?
A Faculdade de Ciências farmacêuticas, da Universidade de São Paulo, publicou em Abril deste ano um estudo que avaliou por meio de análises laboratoriais, os teores de gordura total e de ácidos graxos de fórmulas infantis comercializadas no Estado de São Paulo, e comparou os resultados com os valores da informação nutricional fornecida pelos fabricantes.     
Foram analisadas quatorze amostras de fórmulas infantis indicadas para prematuros, para crianças de 0 a 6 meses, e crianças de 6 a 12 meses. Os pesquisadores observaram que as informações da maioria dos rótulos das fórmulas analisadas fornecidas pelos fabricantes estavam em desacordo com a real composição nutricional do produto.
Mas o desencontro de informações não é o ponto mais importante quando se discute sobre a alimentação da criança até os dois anos de idade. A principal justificativa para o incentivo ao aleitamento materno é o fato inquestionável de que o leite materno é o único que garante o aporte nutricional adequado, possibilitando o desenvolvimento ideal do bebê, além de aumentar o vínculo entre mãe e filho. Além disso, não podemos esquecer que a amamentação traz vantagens também a mãe, por favorecer a recuperação pós-parto, contribuindo para a involução uterina e diminuição do sangramento.



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Substituições Saudáveis

Para melhorar seus hábitos alimentares, você primeiro deve saber o que há de errado com eles. Listamos aqui algumas substituições alimentares simples, que independente do seu objetivo na nutrição, proporcionarão mais saúde e qualidade de vida.
·         Os leites e iogurtes integrais, queijos amarelos e cremosos, chantili e creme de leite possuem muita gordura comparado aos seus substitutos: leite e iogurtes desnatados, queijo branco, cottage, ricota, requeijão e cream cheese light;

·         Substitua as frutas e oleaginosas como abacate, coco, amendoim, nozes, castanhas e avelã por todas as demais frutas e de preferência consumi-las com casca;

·         Evite carnes com gordura aparente, carne de porco, pele de frango, coxa de frango, empanados, embutidos (salsicha, hambúrguer, linguiça, entre outros) e frios em geral (como presunto, salame e mortadela), dando preferência para carnes brancas e magras. A forma de preparo pode ser cozida, grelhada ou assada, evitando as frituras;

·         No consumo de massas, prefira as massas simples sem recheio, molhos a base de tomate fresco com vegetais ou ervas;

·         Prefira sopas de legumes, canja, sopa de macarrão, feijão, lentilha ou grão de bico, ao invés de sopas cremosas (cremes de queijo, cebola, aspargos);

·         Prefira os doces de frutas, frutas in natura, gelatinas diet/light ao invés de biscoitos recheados, bolos confeitados, massa folhada, doces à base de creme de leite, sorvetes cremosos e chocolates;

·         Devemos sempre lembrar quanto às gorduras, que seu consumo deve ser na quantidade mínima necessária ao organismo, dando sempre preferência às gorduras de origem vegetal (óleos vegetais, azeite, margarina light) ao invés das de origem animal (bacon, banha, toucinho, maionese);

Lembre-se: não há como mudar seus hábitos alimentares da noite para o dia. O ideal é que você inclua essas substituições aos poucos, corrigindo possíveis deficiências e excessos.  Assim é possível ter uma alimentação saudável, uma vida mais longa e com mais qualidade, além de muito mais autocontrole e disciplina!



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Suplementação de creatina

Desde que foi demonstrado que a suplementação de creatina promove aumento nas concentrações de creatina muscular, diversos estudos começaram a investigar o efeito desta suplementação no rendimento físico.
O artigo de revisão de GUALANO et al., publicado em 2010 pela Revista Brasileira de Medicina do Esporte, realizou uma atualização sobre esse tema. Os estudos analisados evidenciaram maior aumento na mas­sa magra em consequência da suplementação de creatina, combinada com o treinamento de força. Porém, ainda não se pode afirmar com certeza se as adaptações positivas ocasionadas com a creatina são efeitos diretos da sua suplementação ou se são mediadas pelo aumento no volume de treinamento. No entanto, há contundência ao se falar sobre os efeitos da suplementação de creatina na promoção de ganho de massa magra. Outro fato interessante é o uso terapêutico desta substância em algumas doenças caracterizadas por acometimentos musculares, por exemplo, miopatias inflamatórias, o que também tem surtido efeitos, demonstrando melhoras clínicas e fisiológicas.
Sendo assim, as recomendações sobre a suplementação de creatina precisam ser revisadas e atualizadas e mais estudos precisariam ser realizados.






sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O consumo de frutas, legumes e verduras entre os adolescentes!

Hoje em dia a maioria dos adolescentes tem uma alimentação desregrada e com alta densidade energética. E, além disso, a qualidade desta energia ingerida não é boa. Estudos têm mostrado alta prevalência de níveis elevados de colesterol em crianças e adolescentes, sendo a alimentação rica em fast-foods, alimentos congelados, frituras, lanches, refrigerantes, etc. Um dos principais fatores desencadeadores desse cenário preocupante. Em consequência desses hábitos alimentares, além do prejuízo nos níveis de colesterol, a ingestão de nutrientes fica escassa, já que o consumo de alimentos fontes de vitaminas e minerais como as frutas, verduras e legumes são deixados de lado. 
Como estratégia de prevenção às doenças crônicas não transmissíveis, a OMS e o Ministério da Saúde do Brasil (MS) recomendam o consumo mínimo de 400 g de FLV (frutas, legumes e verduras) por dia (equivalente a cinco porções). Um estudo feito em junho deste ano, na Universidade de São Paulo, analisou o consumo de frutas, legumes e verduras entre 812 adolescentes SP. Aproximadamente 20% dos adolescentes não haviam consumido FLV no dia da pesquisa, e apenas 6,5% apresentaram ingestão adequada. 
Segundo os pesquisadores, a renda influenciaria o acesso para aquisição de alimentos de maior custo, como os do grupo FLV. A escolaridade, por sua vez, influenciaria a escolha do alimento, por conferir ao indivíduo a habilidade de assimilar mensagens de programas de educação nutricional e de compreender a importância da alimentação como forma de promoção da saúde.
Por fim, o estudo concluiu que a implantação de políticas públicas de redução do preço de FLV, o incremento da renda familiar e a adoção de ações múltiplas de educação nutricional nas escolas são medidas favoráveis ao aumento do consumo de FLV por adolescentes brasileiros.
Sabemos também que manter uma alimentação saudável nestas faixas etárias pode ser um desafio ainda pelo fato de que as influências entre os amigos da escola e da mídia, por exemplo, tem grande poder. Mas quando pensamos na importância que a alimentação exerce no desenvolvimento físico e psicológico nessas fases da vida, temos a certeza que vale a pena incentivá-los.
Reunimos aqui apenas alguns dos bons motivos para incentivar a alimentação saudável, e assim aumentar o consumo de alimentos fontes de nutrientes importantes como esses:
FERRO: Nesta fase a necessidade desse nutriente aumenta por causa do crescimento rápido, aumento do volume sanguíneo, amento da massa muscular;
 CÁLCIO: Participa do desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino, acelerados nessa fase. As necessidades de cálcio são maiores durante a adolescência do que na infância ou na idade adulta;
ZINCO: É essencial para o crescimento e maturação sexual;
VITAMINA A: Imprescindível durante a adolescência, devido à  aceleração do crescimento;
VITAMINA C: Participa da síntese de colágeno, e garante a integridade dos vasos sanguíneos;




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Enxágue bucal com carboidrato: nova estratégia para melhora da performance

Uma recente publicação da Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano (2011) procurou através de uma revisão de estudos discutir a eficácia ou não da estratégia de enxágue bucal com carboidrato para a melhoria do desempenho físico, devido sua função de fornecimento de energia, evitando fadiga e aumentando a performance.
De acordo com os estudos, a presença de líquidos carboidratados na boca, ativa importantes regiões cerebrais relacionadas a sensações de motivação e controle motor. Dos artigos analisados pelo estudo, 71,4% verificaram melhoria do desempenho em exercícios físicos de duração de aproximadamente 60 min. Porém, os resultados mostram que o enxágue bucal deve ser realizado com líquidos contendo baixas concentrações de carboidrato (6-6,4% de glicose ou maltodextrina), sendo realizados movimentos com a língua, mantendo a bebida na boca (aproximadamente 100 ml) por cerca de 5-10 segundos, e por fim descartada. Pela fácil aplicabilidade e baixo custo, essa estratégia parece ser interessante para atletas de diferentes modalidades, com resultados, embora preliminares, bastante promissores.                                                  




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Whey protein: aumento de força e explosão muscular

Os suplementos proteicos são os suplementos alimentares mais comercializados entre praticantes de atividade física e atletas em busca de um melhor desempenho, que correspondem a um gasto de anual de bilhões de dólares. Entre eles, temos o whey protein, que contém proteínas do soro do leite, com cerca de 100 a 160 aminoácidos, ricas em vitaminas e minerais.
Um estudo realizado com 40 estudantes não treinados do sexo masculino da universidade de Guilan, examinou o efeito da suplementação de whey protein na potência muscular explosiva e o comportamento hormonal durante um treinamento de resistência de 8 (oito) semanas. Os participantes foram divididos em dois grupos: o grupo suplementado com whey protein (1,8g por kg de peso/dia), e o grupo placebo.
Os pesquisadores observaram um aumento da força e do peso corporal nos atletas do grupo suplementado com whey protein, resultado semelhante ao de outros estudos. Os autores acreditam que a suplementação de proteína pode estimular a síntese de proteína muscular neutralizando os efeitos da degradação muscular após exercício de resistência. Assim, há um maior estímulo para o crescimento muscular e a recuperação, o que resulta em um maior ganho de força.
O grupo Whey protein também apresentou maiores valores de testosterona quando comparado ao grupo placebo, que é um hormônio anabólico que contribui para o crescimento muscular. Quanto aos valores de cortisol, o grupo placebo obteve os maiores valores. Sendo o cortisol um hormônio relacionado ao estresse, o grupo Whey protein foi novamente o que demonstrou melhores resultados. Enfim, os autores concluíram que a suplementação com whey protein aumenta a força e a explosão muscular.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Educação nutricional para as crianças!

Resultado de imagem para Enxágue bucal com carboidrato: nova estratégia para melhora da performance
A educação nutricional em crianças é um fator importante para evitar obesidade, dislipidemias e etc. A noção do que é certo e errado, começa em casa, e principalmente na escola, pois é o lugar onde as crianças passam a maior parte do tempo, por isso os professores devem ser adequadamente treinados para passar informações corretas sobre alimentação.
Um estudo feito esse ano teve como objetivo planejar e aplicar um programa de orientação em nutrição, realizado por nutricionista e destinado a professores de 1° a 4° série do ensino fundamental, visando analisar a contribuição deste profissional, em um programa do governo que se chama “Criança Saudável, Educação Dez”, que distribuiu revistas em quadrinhos que abordam os temas  educação nutricional, meio ambiente e cidadania, quanto ao conhecimento dos escolares. Ele foi feito em duas escolas públicas, A e B, na escola A, as revistas foram distribuídas e os profissionais nutricionistas deram um apoio aos professores, com o intuito de preencher as possíveis lacunas no conhecimento sobre o assunto, e na escola B, somente as revistas foram distribuídas, como o governo já havia planejado. Antes e depois do desenvolvimento do projeto educativo foi aplicado um instrumento para avaliar o conhecimento dos escolares sobre alimentação e nutrição.
Como resultado, a escola A apresentou mudança significante no conhecimento de educação e nutrição, após o desenvolvimento do projeto educativo, o que não ocorreu entre os estudantes da escola B.
Por isso, nossos professores devem ter mais conhecimento sobre alimentação e nutrição, para orientar as crianças, e isso ser firmado dentro de casa, assim, tornando nossas crianças mais saudáveis e, tornando a vida escolar mais prazerosa. 




Educação nutricional para as crianças!

Resultado de imagem para professor e alunoA educação nutricional em crianças é um fator importante para evitar obesidade, dislipidemias e etc. A noção do que é certo e errado, começa em casa, e principalmente na escola, pois é o lugar onde as crianças passam a maior parte do tempo, por isso os professores devem ser adequadamente treinados para passar informações corretas sobre alimentação.
Um estudo feito esse ano teve como objetivo planejar e aplicar um programa de orientação em nutrição, realizado por nutricionista e destinado a professores de 1° a 4° série do ensino fundamental, visando analisar a contribuição deste profissional, em um programa do governo que se chama “Criança Saudável, Educação Dez”, que distribuiu revistas em quadrinhos que abordam os temas  educação nutricional, meio ambiente e cidadania, quanto ao conhecimento dos escolares. Ele foi feito em duas escolas públicas, A e B, na escola A, as revistas foram distribuídas e os profissionais nutricionistas deram um apoio aos professores, com o intuito de preencher as possíveis lacunas no conhecimento sobre o assunto, e na escola B, somente as revistas foram distribuídas, como o governo já havia planejado. Antes e depois do desenvolvimento do projeto educativo foi aplicado um instrumento para avaliar o conhecimento dos escolares sobre alimentação e nutrição.
Como resultado, a escola A apresentou mudança significante no conhecimento de educação e nutrição, após o desenvolvimento do projeto educativo, o que não ocorreu entre os estudantes da escola B.
Por isso, nossos professores devem ter mais conhecimento sobre alimentação e nutrição, para orientar as crianças, e isso ser firmado dentro de casa, assim, tornando nossas crianças mais saudáveis e, tornando a vida escolar mais prazerosa. 





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O que a ciência diz sobre a Quitosana?

Resultado de imagem para quitosanaA quitosana é uma fibra extraída da quitina, um polissacarídeo encontrado no exoesqueleto de crustáceos como camarão, lagosta e caranguejo. Na medicina sua aplicação vem ocorrendo como hipocolesterêmico, cicatrizante de feridas com propriedades microbianas e como redutor de peso corporal. Como emagrecedor, o mecanismo de ação da quitosana se baseia na sua ligação com a gordura da dieta, formando complexos não absorvíveis que vão ser excretados pelas fezes. O artigo de EGRAS et al, publicado em 2011 pelo Journal of Obesity, realizou uma revisão sobre diversos suplementos emagrecedores, entre eles a quitosana. Dos quatro estudos analisados, dois evidenciaram a perda de peso e diminuição do IMC no grupo tratado com quitosana. O terceiro estudo não verificou diferenças significativas entre o grupo quitosana e o tratado com placebo; já o quarto estudo não verificou nenhuma diferença. Os artigos com melhores resultados incentivaram uma mudança positiva na alimentação, assim como a prática de exercício físico pelos indivíduos voluntários no estudo. Um dos trabalhos ainda aborda sobre os meios comprovadamente eficazes de se perder peso, que são a melhoria da nutrição e aumento na atividade física. Sendo assim, o artigo de revisão conclui que há a necessidade de mais dados para se ter conclusões definitivas sobre o poder emagrecedor da quitosana. Os profissionais da área da saúde devem estar cientes sobre os produtos disponíveis para a perda de peso e devem ajudar seus pacientes a determinar os riscos e benefícios do uso de suplementos emagrecedores. 


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O que a ciência diz sobre o óleo de cártamo?

Resultado de imagem para oleo de cartamoO óleo de cártamo é rico em ácido linoléico conjugado (CLA) e é um antioxidante natural que possui propriedades que aceleram o metabolismo das gorduras, auxiliando no controle da obesidade e tonicidade muscular. Estudos indicaram que esse óleo contém substâncias que atuam obrigando o organismo a usar a gordura acumulada como combustível, contribuindo para uma maior eliminação de gordura. O CLA é mais encontrado em carne de boi e lacticínios numa concentração de 3,1-8,5 mg e 2,9-8,9 mg, respectivamente. O artigo de Lima e Cavalcanti, publicado em 2008 pela Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, realizou uma revisão com o objetivo de avaliar o efeito da suplementação de CLA sobre a composição corporal de homens e mulheres, mostrando como resultado que não houve mudanças na massa corporal, IMC, somatório de dobras cutâneas, e porcentagem de gordura nas mulheres; já nos homens houve redução significativa no somatório de dobras cutâneas e porcentagem de gordura não tendo alterações na massa corporal e IMC. Ainda não existem comprovações científicas de que a suplementação com CLA reduza o peso corporal ou o índice de massa corporal em humanos, porém algum efeito relacionado à redução do tecido adiposo parece ocorrer com doses acima de 3g de CLA por dia, especialmente na região abdominal de homens obesos, e no tecido muscular esquelético.



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Tecido Adiposo – Adiponectina


Além da função de armazenamento de energia, o tecido adiposo  é agora reconhecido como uma glândula endócrina importante e bastante ativa, ela produz e secreta uma variedade de peptídeos e proteínas bioativas, especialmente a adiponectina, que é um potente modulador do metabolismo da glicose e lipídeos, bem como um indicador de distúrbios metabólicos. Esse hormônio é produzido exclusivamente pelos adipócitos e difere dos outros por sua reduzida concentração no plasma em indivíduos obesos. A adiponectina é considerada um fator importante no surgimento doenças metabólicas, devido aos seus efeitos anti-aterogênicos, anti-diabéticos e antiinflamatórios por isso indivíduos com concentrações mais altas de adiponectina apresentam menor risco de doenças cardiovasculares e metabólicas.

Embora controversos, alguns estudos sugeriram uma relação direta entre os níveis de adiponectina e atividade física e,o treinamento físico parece aumentar o número de receptores de adiponectina na gordura subcutânea. Entretanto, somente alguns estudos associaram os níveis plasmáticos da adiponectina com mensurações objetivas da aptidão cardiorrespiratória. Assim, alguns pesquisadores decidiram verificar a associação entre medidas antropométricas, estimativa do estado nutricional e aptidão física com os níveis plasmáticos da adiponectina em indivíduos com mais de 35 anos de idade.

Como resultados do estudo, a adiponectina não foi diferente entre indivíduos com sobrepeso e obesos, mas indivíduos com estado nutricional adequado apresentavam níveis mais altos de adiponectina, e que os níveis de adiponectina mostram uma correlação negativa com medidas antropométricas (IMC e CC), mesmo após ajuste para idade e gordura corporal total, também observarm que o aumento nos níveis de adiponectina não é causado pelo exercício em si, mas é modulado por alterações na composição corporal.

Entretanto, ainda é preciso esclarecer quanta gordura corporal é necessário reduzir para que os níveis de adiponectina aumentem. De forma inversa, embora os resultados sugiram que uma massa corporal adequada represente o maior benefício, é importante promover a atividade física para obter o benefício duplo de manter um IMC mais saudável e aptidão cardiorrespiratória





quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Nutricosméticos


Hoje, em dia, a palavra do momento no que diz respeito à Nutrição Estética é Nutricosméticos. Os Nutricosméticos são conhecidos como “pílulas da beleza”, e podem se apresentar na forma de cápsulas, sprays, iogurtes, bebidas, águas e até mesmo chocolates. Eles são formulados a partir de ingredientes nutricênticos, que são alimentos (ou parte deles) responsáveis pelo tratamento ou prevenção de doenças, porém, apresentam função cosmética. O maior objetivo dos nutricosméticos é melhorar a aparência de dentro pra fora.

Dependendo dos componentes que o integram, esses alimentos cosméticos possuem uma ação diferente. Eles podem melhorar a aparência de unhas e cabelos, agir como fotoprotetores, diminuir a celulite ou até mesmo atuar no auxílio ao emagrecimento.

Entre as substâncias mais usadas na composição dos nutricosméticos, estão as vitaminas C e E, coenzima Q10, ômega 3, resveratrol, selênio, zinco, licopeno, compostos fenólicos, entre outros.
Apesar de ser uma grande esperança para quem deseja combater o envelhecimento precoce, e melhorar os aspectos estéticos do corpo, vale à pena ressaltar, que antes de iniciar a utilização de um nutricosmético, é necessário manter uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis para que a ação dessas substâncias seja completa.

Além disso, pessoas alérgicas devem ficar atentas aos componentes das fórmulas, pois assim como os alimentos, seus compostos ativos também podem causar reações alérgicas, como no caso de pessoas alérgicas a peixes, que devem evitar o uso de nutricosméticos que contenham compostos biomarinhos em sua fórmula.

O uso dessas substâncias não substitui a utilização de cosméticos de uso tópico, como cremes e loções, pois suas ações são diferentes e podem se complementar, potencializando os resultados.
Agora, antes de sair correndo para comprar o nutricosmético mais indicado para o efeito que você deseja, lembre-se que seu uso é feito sob prescrição médica!