Hoje em dia, várias mães não
conseguem amamentar seus filhos em decorrência do estilo de vida, por voltarem
a trabalhar muito cedo. Esse fato vem preocupando muitos médicos e
nutricionistas, já que a importância do aleitamento
é indiscutível, pois o leite materno contém ácidos graxos que atuam
no crescimento, funcionalidade e integridade do cérebro, além de outras
vitaminas e sais minerais nas quantidades ideais para que as necessidades do
bebê sejam supridas. Portanto, uma alimentação insuficiente quanto a esses
nutrientes essenciais para este período de desenvolvimento pode compromete a
saúde da criança.
As fórmulas infantis para lactentes
são produtos na forma líquida ou em pó, destinado à alimentação de lactentes,
que só devem ser utilizadas sob prescrição, em substituição total ou parcial do
leite materno, para satisfação das necessidades nutricionais da criança.
Mas será que estas fórmulas têm
realmente as quantidades ideais de nutrientes para suprir as necessidades
nutricionais do bebê, como prometem os fabricantes?
A Faculdade de Ciências
farmacêuticas, da Universidade de São Paulo, publicou em Abril deste ano um
estudo que avaliou por meio de análises laboratoriais, os teores de gordura
total e de ácidos graxos de fórmulas infantis comercializadas no Estado de São
Paulo, e comparou os resultados com os valores da informação nutricional
fornecida pelos fabricantes.
Foram analisadas quatorze amostras
de fórmulas infantis indicadas para prematuros, para crianças de 0 a 6 meses, e
crianças de 6 a 12 meses. Os pesquisadores observaram que as informações da
maioria dos rótulos das fórmulas analisadas fornecidas pelos fabricantes estavam
em desacordo com a real composição nutricional do produto.
Mas o desencontro de informações
não é o ponto mais importante quando se discute sobre a alimentação da criança
até os dois anos de idade. A principal justificativa para o incentivo ao
aleitamento materno é o fato inquestionável de que o leite materno é o único
que garante o aporte nutricional adequado, possibilitando o
desenvolvimento ideal do bebê, além de aumentar o vínculo entre mãe e filho.
Além disso, não podemos esquecer que a amamentação traz vantagens também a mãe,
por favorecer a recuperação pós-parto, contribuindo para a involução uterina e
diminuição do sangramento.
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