Estudo
publicado pela revista Journal of Strength and Conditioning Research no mês de
abril deste ano, mostrou que uma suplementação com 1,2% de proteína e 3% de
carboidrato em uma bebida esportiva, melhorou o desempenho de endurance em
atletas do sexo feminino em relação a tradicional bebida com 6% de carboidrato.
Com um total
de 14 atletas participantes do estudo, estas passaram por testes preliminares
onde foram determinadas a VO2 máxima, limiar ventilatório e proporção de troca respiratória
(RER). A simulação do esforço físico foi realizada através de um ergômetro.
Antes do teste, o peso corporal foi registrado e as atletas foram equipadas com
um medidor de frequência cardíaca. Os testes, realizados no Laboratório de
Metabolismo e Fisiologia do Exercício da Universidade do Texas, Austin,
continuaram após sete dias dos testes preliminares. Nesta fase, os 275 ml de
água dados foram substituídos pela bebida experimental (CHO+PTN) com 3% de
carboidrato, sendo uma mistura de glicose, maltodextrina e frutose, mais 1,2%
de proteína. Amostras de sangue foram coletadas no pré-exercício, com 118
minutos, com 177 minutos e até chegar ao ponto de exaustão, para posterior
determinação do lactato, glicemia e mioglobina.
A mistura de
CHO+PTN melhorou o tempo até exaustão no exercício em uma intensidade igual ou
ligeiramente abaixo do limiar ventilatório, representando uma melhora de 15,3% no desempenho. Um dos
possíveis mecanismos para estes resultados, segundo os autores, pode ter sido o
fato de o suplemento CHO+PTN resultar em níveis mais baixos de glicose no
sangue e aumento da disponibilidade de carboidrato exógeno ao trabalho
muscular. Em modelos animais, por exemplo, a captação de glicose foi estimulada
independentemente da insulina na presença de aminoácidos leucina e isoleucina.
No entanto, é possível que os valores mais baixos de glicose no plasma da
solução CHO+PTN tenham sido associados com a sua concentração de carboidratos menor.
A frequência
cardíaca durante o teste com CHO+PTN foi significativamente menor em relação ao
teste de intensidade com apenas carboidrato. Essa diferença poderia ser
explicada por uma maior eficiência do coração durante o treino com o uso de
CHO+PTN, no entanto não dá para se concluir o mecanismo exato por trás deste
resultado.
Outro
mecanismo pelo qual CHO + PTN pode ter melhor desempenho está relacionado à
produção de energia aeróbica. O consumo de um suplemento de CHO + PTN durante o
exercício poderia manter intermediários do ciclo de Krebs e a produção de
energia aeróbica, podendo melhorar o desempenho de resistência.
A adição de
uma concentração moderada de proteína para uma baixa concentração de
carboidrato melhorou a performance de endurance em comparação com a solução de
6% de carboidrato. Esta melhoria ocorreu apesar CHO + PTN conter 50% menos
carboidrato e aproximadamente 30% menos calorias do que o suplemento
tradicional. Os autores colocam que é provável que o maior desempenho observado
com CHO + PTN foi resultado da combinação de proteína e o uso de uma mistura de
fontes de carboidratos e que esta pode ser uma consideração importante para os
indivíduos preocupados com o peso corporal e ingestão calórica.
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