terça-feira, 2 de agosto de 2016

Combinação de carboidrato com proteína em bebida esportiva

Resultado de imagem para Combinação de carboidrato com proteína em bebida esportivaO uso de bebida esportiva com o percentual de 6% de carboidratos já teve sua eficiência comprovada em pesquisas anteriores por melhorar o desempenho no exercício de endurance.
Estudo publicado pela revista Journal of Strength and Conditioning Research no mês de abril deste ano, mostrou que uma suplementação com 1,2% de proteína e 3% de carboidrato em uma bebida esportiva, melhorou o desempenho de endurance em atletas do sexo feminino em relação a tradicional bebida com 6% de carboidrato.
Com um total de 14 atletas participantes do estudo, estas passaram por testes preliminares onde foram determinadas a VO2 máxima, limiar ventilatório e proporção de troca respiratória (RER). A simulação do esforço físico foi realizada através de um ergômetro. Antes do teste, o peso corporal foi registrado e as atletas foram equipadas com um medidor de frequência cardíaca. Os testes, realizados no Laboratório de Metabolismo e Fisiologia do Exercício da Universidade do Texas, Austin, continuaram após sete dias dos testes preliminares. Nesta fase, os 275 ml de água dados foram substituídos pela bebida experimental (CHO+PTN) com 3% de carboidrato, sendo uma mistura de glicose, maltodextrina e frutose, mais 1,2% de proteína. Amostras de sangue foram coletadas no pré-exercício, com 118 minutos, com 177 minutos e até chegar ao ponto de exaustão, para posterior determinação do lactato, glicemia e mioglobina.
A mistura de CHO+PTN melhorou o tempo até exaustão no exercício em uma intensidade igual ou ligeiramente abaixo do limiar ventilatório, representando uma melhora de 15,3% no desempenho. Um dos possíveis mecanismos para estes resultados, segundo os autores, pode ter sido o fato de o suplemento CHO+PTN resultar em níveis mais baixos de glicose no sangue e aumento da disponibilidade de carboidrato exógeno ao trabalho muscular. Em modelos animais, por exemplo, a captação de glicose foi estimulada independentemente da insulina na presença de aminoácidos leucina e isoleucina. No entanto, é possível que os valores mais baixos de glicose no plasma da solução CHO+PTN tenham sido associados com a sua concentração de carboidratos menor.
A frequência cardíaca durante o teste com CHO+PTN foi significativamente menor em relação ao teste de intensidade com apenas carboidrato. Essa diferença poderia ser explicada por uma maior eficiência do coração durante o treino com o uso de CHO+PTN, no entanto não dá para se concluir o mecanismo exato por trás deste resultado. 
Outro mecanismo pelo qual CHO + PTN pode ter melhor desempenho está relacionado à produção de energia aeróbica. O consumo de um suplemento de CHO + PTN durante o exercício poderia manter intermediários do ciclo de Krebs e a produção de energia aeróbica, podendo melhorar o desempenho de resistência.
A adição de uma concentração moderada de proteína para uma baixa concentração de carboidrato melhorou a performance de endurance em comparação com a solução de 6% de carboidrato. Esta melhoria ocorreu apesar CHO + PTN conter 50% menos carboidrato e aproximadamente 30% menos calorias do que o suplemento tradicional. Os autores colocam que é provável que o maior desempenho observado com CHO + PTN foi resultado da combinação de proteína e o uso de uma mistura de fontes de carboidratos e que esta pode ser uma consideração importante para os indivíduos preocupados com o peso corporal e ingestão calórica.

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