Hoje em dia a maioria dos
adolescentes tem uma alimentação desregrada e com alta densidade energética. E,
além disso, a qualidade desta energia ingerida não é boa. Estudos têm mostrado
alta prevalência de níveis elevados de colesterol em crianças e adolescentes,
sendo a alimentação rica em fast-foods, alimentos congelados, frituras,
lanches, refrigerantes, etc. Um dos principais fatores desencadeadores desse
cenário preocupante. Em consequência desses hábitos alimentares, além do
prejuízo nos níveis de colesterol, a ingestão de nutrientes fica escassa, já
que o consumo de alimentos fontes de vitaminas e minerais como as frutas,
verduras e legumes são deixados de lado.
Como
estratégia de prevenção às doenças crônicas não transmissíveis, a OMS e o
Ministério da Saúde do Brasil (MS) recomendam o consumo mínimo de 400
g de FLV (frutas, legumes e verduras) por dia (equivalente a cinco
porções). Um estudo feito em junho deste ano, na Universidade de São
Paulo, analisou o consumo de frutas, legumes e verduras entre 812
adolescentes SP. Aproximadamente 20% dos adolescentes não haviam consumido
FLV no dia da pesquisa, e apenas 6,5% apresentaram ingestão adequada.
Segundo os
pesquisadores, a renda influenciaria o acesso para aquisição de alimentos
de maior custo, como os do grupo FLV. A escolaridade, por sua vez,
influenciaria a escolha do alimento, por conferir ao indivíduo a habilidade de
assimilar mensagens de programas de educação nutricional e de compreender a
importância da alimentação como forma de promoção da saúde.
Por fim, o
estudo concluiu que a implantação de políticas públicas de redução do
preço de FLV, o incremento da renda familiar e a adoção de ações múltiplas de
educação nutricional nas escolas são medidas favoráveis ao aumento do consumo
de FLV por adolescentes brasileiros.
Sabemos também
que manter uma alimentação saudável nestas faixas etárias pode ser um desafio
ainda pelo fato de que as influências entre os amigos da escola e da mídia, por
exemplo, tem grande poder. Mas quando pensamos na importância que a alimentação
exerce no desenvolvimento físico e psicológico nessas fases da vida, temos a
certeza que vale a pena incentivá-los.
Reunimos aqui
apenas alguns dos bons motivos para incentivar a alimentação saudável, e assim
aumentar o consumo de alimentos fontes de nutrientes importantes como esses:
FERRO: Nesta fase a necessidade desse nutriente aumenta por causa do
crescimento rápido, aumento do volume sanguíneo, amento da massa muscular;
CÁLCIO: Participa do
desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino, acelerados nessa fase. As
necessidades de cálcio são maiores durante a adolescência do que na infância ou
na idade adulta;
ZINCO: É essencial para o crescimento e maturação sexual;
VITAMINA A: Imprescindível durante a adolescência, devido à aceleração
do crescimento;
VITAMINA C: Participa da síntese de colágeno, e garante a integridade dos
vasos sanguíneos;
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